{"time":1773656716985,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"Laranjeiras começou como um caminho que seguia o curso do Rio Carioca. Era lugar de chácaras rústicas, com hortaliças, mandiocais, criação de porcos e aves, cafezais, bananeiras e outros pomares, para o abastecimento da cidade. Foram as árvores, no entanto, plantadas pelos primeiros sesmeiros portugueses, que batizaram o lugar: “Larangeiras”, na grafia que persistiu até os anos 40. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Naquele vale, a vida era feita do sobe e desce dos carros de boi margeando o rio."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"De Laranjeiras desciam a água, as verduras, frutas e legumes frescos. Do centro da cidade, voltavam os secos e a matéria prima processada. Vinham manteiga, peixe seco, carne seca, cachaça ou “produtos do reino”, como farinha de trigo em barris, azeite, vinhos, queijo, pernil de porco, chás, presunto, peixes salgados e toda sorte de mantimentos que não apodrecesse em países quentes. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A história da Rua das Laranjeiras é indissociável do Rio Carioca - a principal fonte de abastecimento de água doce da cidade até o fim do Império - até porque seu desenho atual foi esculpido pelas trilhas que margeavam suas águas, hoje canalizadas e invisíveis à população."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Às vésperas da chegada da família real, o censo de 1793 nos conta que São Sebastião do Rio de Janeiro tinha 17 casas de pasto (as precursoras dos restaurantes), 40 “casas de café” e 344 tabernas, mas todas confinadas ao centro da cidade para dar de comer e beber aos viajantes, profissionais liberais e a massa trabalhadora que ali circulava. Laranjeiras, no entanto, seguiu bem rural até a metade do século XVIII. A vida acontecia dentro das casas, e acompanhava a luz do dia, com o almoço servido às 8 da manhã e o jantar, ao meio-dia. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Por ser um canto tranquilo e afastado das doenças da cidade, era como uma Petrópolis mais próxima, um lugar de veraneio. Como o Rio era o centro do poder político e cultural do país, de 1800 a 1940, passa a atrair a aristocracia, os fidalgos, as embaixadas e os estrangeiros de corpos diplomáticos, além de magistrados, ministros, altos funcionários públicos e ricos comerciantes. Com eles, uma estrutura de comércio de alto nível ligada pelo serviço de “bonds”. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O “comer fora de casa”, que é o objetivo principal dessa pesquisa, acontecia, mas não era um hábito, do fim do Império até 1930. A vida social se dava em bailes, festivais, recepções, banquetes oficiais e saraus."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"1.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/1.webp"},"caption":"Grande Hotel Metrópole: The Rio News (19/11/1895)","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A reboque, surgem hotéis e pensões destinados a “senhoras e cavalheiros de alto tratamento”, e sempre “com cozinha de primeira ordem”, como afirmavam os anúncios de então. Os cardápios eram escritos sempre em francês, símbolo do refinamento gastronômico de então. "}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"2.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/2_SclO41j.webp"},"caption":"Menu do casamento do futuro prefeito Paulo de Frontin (Imagem: Biblioteca Nacional, Acervo Digital)","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A mesa da Rua das Laranjeiras teve mudanças marcantes ao longo do tempo:"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em 1880, é inaugurada a Fábrica de Tecidos Aliança e, com ela, uma nova fase do bairro, que precisava manter sua força de trabalho. Parte dos novos imóveis é construída pela própria empresa e surgem escolas de ensino básico, pontos de convivência, teatros e, também, um cinema, já no século XX."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Até 1893, a fábrica foi responsável pela chegada de pelo menos 800 pessoas a Laranjeiras, incluindo funcionários e suas famílias, locados em 144 casas. Tudo isso, naturalmente, criou uma demanda para botequins, cafés e restaurantes, que antes não existiam."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"3.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/3_OLrgOZU.webp"},"caption":"Fábrica de Tecidos Aliança: Acervo Light S.A.","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"É importante entender que as definições de café, confeitaria ou botequim eram ainda mais fluidas. Os hotéis também serviam doces ou produtos de padaria e as confeitarias por vezes serviam refeições quentes. Num dos guia de época, uma casa vem relacionada como um café, mas em outro é classificada como botequim, por exemplo. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Com o tempo, cada um achou sua “vocação”, mas uma coisa é fato: a palavra asseio (a grande preocupação da época) aparecia em quase todos os anúncios de jornal, até 1870."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em 1906, achamos na Rua das Laranjeiras a primeira referência a uma casa de pasto. Como era de costume, não tinham nome, nem nada. Sabia-se pela boca do povo ou vinham anunciadas em almanaques, jornais ou cartazes, com o simples endereço ou nome do proprietário. Ali, um certo F. Dutra dos Santos. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em 1914, já havia dois botequins, três açougues, três padarias, uma confeitaria, quatro quitandas e oito “secos e molhados” – espalhados pela Rua das Laranjeiras. Dez anos depois, surge a Casa do Minho, no encontro entre Laranjeiras e Cosme Velho."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em 1930, cresce a oferta e o comércio local passa a contar, também, com quatro novos cafés, uma loja de balas e bombons, a Gaio Marti (que se tornaria uma rede de supermercados), uma leiteria e, muito importante, a Padaria Aliança (sobre a qual falamos na seção dedicada a Machado de Assis. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Também na década de 30 e, por todo Rio de Janeiro, prosperam pensões e restaurantes abertos por imigrantes japoneses, inclusive a Pensão Laranjeiras, no número 49. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Chácaras e palacetes dão lugar a pequenos prédios de dois andares, agora com a solidez do concreto armado."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em 1936, uma antiga vila dá lugar a uma empresa de apartamentos que depois tomaria o nome de Hotel Souza Dantas - importante lembrar que, à época, era possível morar num hotel, assim como hoje alugamos um imóvel, com direito a levar nossos pertences, inclusive livros, guarda-roupas e pratarias. O hotel teve, talvez, o primeiro restaurante aberto à clientela, e acabou por se tornar o mais famoso na Rua das Laranjeiras do seu tempo. Por acaso, ficava na Rua das Laranjeiras, 371, onde hoje fica o Restaurante Trégua."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"4.png","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/4.png"},"caption":"Hotel Souza Dantas: Correio da manhã (17/5/36)","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Dali em diante, o bairro passaria por inúmeras mudanças importantes: enfrentou a concorrência dos novos pontos da sociedade, como Copacabana, Glória e Urca, a partir dos anos 20; viu o corpo diplomático migrar para Brasília, a partir dos anos 60; e com a chegada dos túneis Santa Bárbara e Rebouças, deixa de ser um vale tranquilo e se transforma em importante ponto de passagem. Tudo isso influenciou na sua oferta gastronômica, que procurou se manter fiel à vizinhança."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Há muita tradição nas casas de Laranjeiras. O Mercado São José das Almas, de 1944, mais conhecido como Mercadinho São José, fechou as portas em 2018, mas será reinaugurado em 2024, graças a um projeto de revitalização pela Prefeitura. E ainda, vários restaurantes conseguiram a romper a virada do século, como a antiquíssima Casa do Minho (1924), com sua cozinha tradicional portuguesa; a Rotisseria Sírio Libaneza (1972); o restaurante Mamma Rosa, com cozinha da Sicília e de Nápoles (1984); o Luigi’s e suas massas artesanais (1991) e a Churrascaria Gaúcha, de 1939, que depois de 84 anos, infelizmente fechou as portas em setembro passado. "}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"5.png","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/5_F082DsL.png"},"caption":"Churrascaria Tropical: Última Hora (18/11/63)","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"BIBLIOGRAFIA:"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"ALGRANTI, Leila Meizan. Tabernas e botequins, cotidiano e sociabilidades do Rio de Janeiro (1808 a 1821). Campinas: Unicamp, 2011 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"BERGER, Paulo. Dicionário histórico das ruas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora, 1974 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"CAVALCANTI, Nireu. O Rio de Janeiro Setecentista - A vida e a construção da cidade da invasão francesa até a chegada da corte. Rio de Janeiro: Zahar, 2003 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"CAVALCANTI, Nireu. História dos conflitos no Rio de Janeiro Colonial. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"COARACY, Vivaldo. Memórias da Cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"CRULS, Gastão. Aparência do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"DÓRIA, Pedro. 1565 - Enquanto o Brasil nascia. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2012 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"GERSON, Brasil. História das ruas do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Prefeitura do Distrito Federal, Folha Carioca Editora, 1965 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"REZENDE, Renato. Memórias e curiosidades do bairro de Laranjeiras. Rio de Janeiro: João Fortes Engenharia, 1999 "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"
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6 de Junho de 2024 às 14:26
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{"time":1773657606487,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"Laranjeiras began as a path that followed the course of the Carioca River. It was a place of rustic farms with vegetables, manioc fields, pig and poultry farming, coffee plantations, banana trees and other orchards that supplied the city. It was the orange trees that were planted by the first Portuguese sesmeiros which gave the place name “Larangeiras”—with the spelling that persisted until the 40s."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"In that valley, life was made of the ups and downs of ox carts bordering the river."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Water, fruits, and fresh vegetables came down from Laranjeiras. From the city center, dried goods and processed raw materials went back up the trail, bringing butter, dried fish, dried meat, cachaça or “products of the kingdom”, such as wheat flour in barrels, olive oil, wines, cheese, pork shanks, teas, ham, salted fish, and all kinds of food that would not rot in a tropical climate."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"The history of the street is inseparable from the Carioca River—the city's main source of fresh water until the end of the Empire—since the street's design was sculpted by the trails and paths that bordered its waters, which were later channeled and became invisible."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"The 1793 census tells us that, on the eve of the arrival of the royal family, São Sebastião do Rio de Janeiro had 17 eating houses (the precursors of restaurants), 40 coffee houses and 344 taverns, all of which were confined to the city center to provide food and drink for travelers, professionals and the working masses. Laranjeiras, however, remained very rural until the middle of the 19th century. Life took place inside the houses and in daylight, serving lunch at 8 am and dinner at noon."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Due to its location in a quiet corner away from the diseases of the city, Laranjeiras was a closer version of the holiday venue of Petropolis. Since Rio was the center of the country's political and cultural power from 1800 to 1940, Laranjeiras began to attract the aristocracy, nobles, embassies, and foreigners from diplomatic corps, as well as magistrates, ministers, senior public servants, and wealthy merchants, who also brought with them a high-level commercial structure linked to the tram service."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"“Dining out”—the main objective of this research—was not a custom from the end of the Empire until 1930. Social life took place at balls, festivals, receptions, official banquets, and soirees."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"1.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/1_mhK4kBw.webp"},"caption":"Grande Hotel Metrópole: The Rio News – (11/19/1895)","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Later, hotels and guesthouses appeared, which were aimed at “ladies and gentlemen of high regard”, and always “with first class cuisine”, as the advertisements of the time stated. The menus were always written in French, a symbol of gastronomic refinement at the time."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"2.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/2_TmwS0ch.webp"},"caption":"Menu for the wedding of future mayor Paulo de Frontin (Image: Biblioteca Nacional, Digital Collection)","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"The dining table on Rua das Laranjeiras underwent notable changes over time:"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"In 1880, the Fábrica de Tecidos Aliança was opened. The textile factory brought a new phase to the neighborhood, which needed to support its workforce. The company built some of the new properties itself, including primary schools, public spaces, theaters, and even a cinema in the 20th century."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"By 1893, the factory was responsible for the arrival of at least 800 people in Laranjeiras, including employees and their families, living in 144 houses. Naturally, all the new development created a demand for taverns, cafés, and restaurants."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"3.webp","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/3_YctKhHT.webp"},"caption":"Aliança Textile Factory: Light S.A. Collection","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"It is important to point out that the definitions of a café, pastry shop or pub were much more fluid at the time. Hotels also served sweets or baked goods and bakeries sometimes served hot meals. In one guide, an establishment was listed as a café, whereas it was classified as a bar in another."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Over time, each one found their vocation, but one thing is for sure: the word ‘cleanliness’ appeared in almost every newspaper advertisement until 1870."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"In 1906, we found the first reference to a food house on Rua das Laranjeiras. As was customary, it did not have a name or anything. It was known by locals or announced in almanacs, newspapers, or posters, with nothing more than a simple address or name of the owner, such as a certain F. Dutra dos Santos."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"By 1914, there were already two taverns, three butchers, three bakeries, a confectionery shop, four greengrocers and eight “dry and wet goods’ stores” spread across Rua das Laranjeiras. Ten years later, Casa do Minho appeared at the meeting point between Laranjeiras and Cosme Velho."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"By 1930, there were more options, and local commerce also included four new cafes, a sweet shop, Gaio Marti (which would become a supermarket chain), a dairy, and, of course, the Aliança Bakery (which we mention in the section dedicated to Machado de Assis)."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Also in the 1930s, guesthouses and restaurants opened by Japanese immigrants flourished throughout Rio de Janeiro, including Pensão Laranjeiras at number 49."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Farms and mansions gave way to small two-story buildings, now with the solidity of reinforced concrete."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"In 1936, an old villa gave way to an apartment complex that would later take the name Hotel Souza Dantas. It is important to remember that, at the time, it was possible to live in a hotel, just as today we might rent an apartment, with the right to take our belongings, including books, wardrobes, and silverware. The hotel had, perhaps, the first restaurant open to customers, and ended up becoming the most famous on Rua das Laranjeiras of its time. By coincidence, it was at Rua das Laranjeiras, 371, where Trégua restaurant used to be located."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"4.png","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/4_kAKqPc6.png"},"caption":"Hotel Souza Dantas: Morning mail (5/17/36)","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"From then on, Laranjeiras would go through numerous important changes: in the 1920s, it faced competition from new venues of society, such as Copacabana, Glória and Urca; it saw the diplomatic corps migrate to Brasília in the 1960s; and upon the construction of the tunnels Santa Bárbara and Rebouças, Laranjeiras was no longer a peaceful valley. The neighborhood became an important throughway to get across the city. All of this influenced its gastronomic options, which sought to remain faithful to the neighborhood."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"There is a lot of tradition in the houses of Laranjeiras: Mercado São José das Almas, from 1944, better known as Mercadinho São José, closed its doors in 2018, but will reopen in 2024, thanks to a revitalization project by the City Hall. And yet, several restaurants managed to pass the turn of the century, such as the ancient Casa do Minho (1924), with its traditional Portuguese cuisine; Rotisseria Sírio Libaneza (1972); the Mamma Rosa restaurant with Sicilian and Neopolitan cuisine (1984); Luigi’s with its hand-made pasta (1991) and Churrascaria Gaúcha from 1939, which, after 84 years, unfortunately closed its doors last September."}},{"type":"Image","data":{"file":{"name":"5.png","url":"https://django-instituto-bazzar.s3.amazonaws.com/media/5_NVlNZKW.png"},"caption":"Tropical Steakhouse: Last Minute (11/18/63)","withBorder":false,"stretched":false,"withBackground":false}},{"type":"paragraph","data":{"text":"."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"BIBLIOGRAPHY:"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"ALGRANTI, Leila Meizan. Taverns and pubs, everyday life and sociability in Rio de Janeiro (1808 to 1821). Campinas: Unicamp, 2011"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"BERGER, Paulo. Historical dictionary of the streets of Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Gráfica Olímpica Editora, 1974"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"CAVALCANTI, Nireu. Rio de Janeiro in the 1700s - The life and construction of the city from the French invasion until the arrival of the court. Rio de Janeiro: Zahar, 2003"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"CAVALCANTI, Nireu. History of conflicts in Colonial Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Brazilian Civilization, 2013"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"COARACY, Vivaldo. Memories of the City of Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"CRULS, Gastão. Appearance of Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1965"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"DÓRIA, Pedro. 1565 - While Brazil was born. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2012"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"GERSON, Brazil. History of the streets of Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: City Hall of the Federal District, Folha Carioca Editora, 1965"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"REZENDE, Renato. Memories and curiosities from the Laranjeiras neighborhood. Rio de Janeiro: João Fortes Engenharia, 1999"}}],"version":"2.18.0"}
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